A lesão do menisco levanta uma dúvida imediata: preservar o menisco com sutura ou remover a parte lesionada para voltar mais rápido às atividades e aos treinos?
Por que a abordagem pode ser diferente?
Preservar ao máximo o tecido meniscal é prioridade, já que o menisco protege a cartilagem articular a longo prazo, fator essencial para quem pretende manter um joelho saudável e com o mínimo de desgaste futuro.
Quando a sutura é indicada
Lesões localizadas na zona vascularizada do menisco (mais próxima da borda externa), rupturas longitudinais estáveis e pacientes jovens, com bom potencial de cicatrização, são os principais candidatos à sutura meniscal.
Quando a sutura não é viável
Lesões na zona avascular (parte mais central do menisco), rupturas complexas ou degenerativas e fragmentos muito pequenos costumam ter baixa chance de cicatrização, tornando a meniscectomia parcial a opção mais indicada nesses casos.
Recuperação após sutura
O retorno ao esporte é mais lento que na meniscectomia, podendo levar de quatro a seis meses, com protocolo de reabilitação criterioso para proteger a cicatrização antes de liberar movimentos de maior impacto.
Vale a pena esperar mais para suturar?
Na maioria dos casos elegíveis, sim: a preservação do menisco reduz significativamente o risco de artrose precoce, um fator determinante para a longevidade do joelho.
Conclusão
A decisão entre suturar ou remover o menisco deve equilibrar o desejo de retorno rápido com a proteção da saúde da articulação a longo prazo.
Sobre o Dr. Gabriel Ribeiro — médico ortopedista e traumatologista, especialista em cirurgia do joelho, atuando no diagnóstico e tratamento de lesões ligamentares. Agende uma avaliação na Care Club Perdizes ou Care Club Itaim — (11) 3050-5570.
Este artigo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica.
