Depois do primeiro episódio, a patela volta a sair do lugar mais uma vez. E depois, mais outra. Esse padrão repetitivo caracteriza a instabilidade patelar crônica.
Por que a instabilidade se repete
Cada episódio de luxação tende a afrouxar ainda mais as estruturas que seguram a patela no lugar, criando um ciclo em que os episódios seguintes acontecem com esforços cada vez menores.
Fatores que favorecem a cronificação
Alterações anatômicas do sulco onde a patela desliza, frouxidão ligamentar constitucional, desequilíbrio muscular e lesão do ligamento patelofemoral medial no primeiro episódio, sem cicatrização adequada, são os principais fatores envolvidos.
Sintomas característicos
Sensação recorrente de instabilidade, principalmente em movimentos de rotação ou mudança de direção, apreensão ao praticar esportes e, em alguns casos, episódios de luxação com traumas cada vez mais leves.
Diagnóstico
Além do exame físico, exames de imagem como ressonância magnética e, em alguns casos, tomografia, ajudam a identificar alterações anatômicas que favorecem a instabilidade e orientam o planejamento cirúrgico quando necessário.
Tratamento
Diferente do primeiro episódio, a instabilidade crônica geralmente exige correção cirúrgica, que pode incluir reconstrução do ligamento patelofemoral medial e, dependendo do caso, correção óssea associada, para restaurar a estabilidade definitiva da patela.
Conclusão
Episódios repetidos de luxação de patela não devem ser vistos como "normais" após o primeiro evento. Investigar a causa anatômica é o caminho para interromper esse ciclo.
Sobre o Dr. Gabriel Ribeiro — médico ortopedista e traumatologista, especialista em cirurgia do joelho, atuando no diagnóstico e tratamento de lesões ligamentares. Agende uma avaliação na Care Club Perdizes ou Care Club Itaim — (11) 3050-5570.
Este artigo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica.
